O empresário assume a vaga de Gerson Camata no Senado, mas não esconde a intenção de disputar cargo de deputado.
O empresário colatinense Marcos Guerra (PSDB) assumiu o cargo de senador, na vaga aberta pelo parlamentar Gerson Camata (PMDB), que se licenciou para ocupar a Secretaria de Estado do Desenvolvimento, Infra-estrutura e dos Transportes.
?Basicamente vou lutar pela geração de empregos e para dar competitividade ao setor industrial?, contou o empresário, de 48 anos, que não esconde a pretensão de se eleger deputado estadual nas eleições de outubro.
Guerra vai compor a bancada federal capixaba ao lado dos senadores Magno Malta (PL) e João Baptista Motta (PSDB). Essa é a segunda vez que ele assume a vaga. Em 2004, o tucano ficou por quatro meses na função, quando apresentou 11 projetos.
O novo senador pretende apoiar a reeleição do governador Paulo Hartung (PMDB), trabalhar para a eleição do tucano Geraldo Alckmin à Presidência da República e ganhar musculatura política para concorrer à Assembléia.
A Tribuna ? Quais serão suas prioridades no Senado?
Marcos Guerra ? Dar continuidade aos projetos que apresentei quando assumi pela primeira vez, em 2004. Apresentei 11 projetos que buscavam a geração de empregos e aumentar a competitividade do setor industrial.
Vou lutar, também, pela aprovação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. No Estado, sou presidente do Conselho de Assuntos Legislativos (Coal), que é ligado à Federação da Indústria do Espírito Santo (Findes).
No Brasil, 97% das empresas são micro e pequenas. A Medida Provisória do Refis, que permite refinanciar débitos de empresas inadimplentes junto à Receita Federal, também está na minha agenda.
O senhor toma posse no Senado, mas está de olho na Assembléia...
Acredito que na Assembléia Legislativa faltam representantes do empreendedor. Nossa missão é a de melhorar as ferramentas de segmentos empresariais para estimular a geração de empregos no Estado, principalmente no segmento das micro e pequenas empresas.
Se for eleito deputado, quero fortalecer a representação do interior do Estado no Legislativo.
Qual será o desfecho da crise política nacional?
Infelizmente é impossível prever, mas falta punição para os agentes que estão realmente envolvidos, seja por causa do mensalão ou pelo desvio de recursos. Os resultados das CPIs não vêm agradando.
O senhor vai apoiar o candidato tucano à Presidência?
Sim. O Geraldo Alckmin tem um passado brilhante e acredito que conduzirá bem o País, na defesa do crescimento e da geração de emprego.
E no Estado, quem são seus candidatos ao governo e ao Senado?
Para o governo, meu apoio é de Paulo Hartung. Para vaga ao Senado, ainda é cedo. O quadro de candidatos ainda não está definido.
Qual o maior problema hoje no Espírito Santo?
Com certeza é a segurança. É preciso um estudo urgente para apontar soluções. Não podemos conviver com a triste estatística de um homicídio a cada hora.
Temos, também, que obter verbas federais para eliminar alguns pontos críticos da Br-101, construir os contornos de Vitória e de Colatina, além da ponte da cidade, uma obra de 20 anos.