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Ultima modificação: 27/09/2011 às 16:28:59
Colnago alerta sobre altas tarifas de energia elétrica O parlamentar tucano cobrou a redução dos valores abusivos pagos pelo consumidor 27/09/2011

O deputado federal César Colnago fez um alerta sobre as altas tarifas de energia elétrica no país durante pronunciamento em plenário nesta quinta-feira (22). O parlamentar cobrou a redução dos valores abusivos pagos pelo consumidor. “Os preços da eletricidade no Brasil são muito elevados quando comparados com o resto do mundo. Temos a terceira maior tarifa média industrial”, destacou.

O tucano enumerou os componentes da conta paga pelo cidadão. São eles: a energia em si, distribuição, transmissão, encargos setoriais e tributos. Os dois últimos, segundo Colnago, somam 47,74% do total.

O tucano explicou que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) elevou os reajustes para a classe industrial e reduziu o ritmo de alta para o residencial. A conta das empresas atingiu 78% do que os consumidores comuns pagam, o que, para os estudiosos do setor, não é motivo de comemoração. “Hoje as duas tarifas estão em níveis extremamente elevados para a média mundial. Além disso, o aumento de custo da produção industrial é repassado para o cidadão. Ou seja, o residencial é punido duas vezes: pela tarifa alta e por produtos mais caros”, declarou.

“Elevar o preço é retirar a competitividade de nossas indústrias. No fim, isso se transforma em grande inibidor do crescimento econômico”, ponderou. Reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” revelou que a energia para empresas é a quarta mais cara do mundo. O Brasil fica atrás somente da Itália, Turquia e República Tcheca. “Nossa tarifa é 131% superior à média dos nossos quatro principais parceiros comerciais: Estados Unidos da América, Alemanha, China e Argentina. Em relação às nações emergentes do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), estamos 134% acima da média”, destacou Colnago.

Na avaliação do parlamentar pelo ES, a solução para o problema é maior transparência das ações governamentais e a despolitização do setor. “Caberia a especialistas em a gestão da área, em todos os níveis, e por ocasião das renovações das concessões do setor elétrico, modificar essa realidade. Com certeza, também há a necessidade da redução da tarifa”, avaliou. “A energia é um insumo fundamental. Precisamos rever esse monte de penduricalhos colocados na conta do consumidor e principalmente das indústrias que produzem e geram emprego neste país”, acrescentou.

Queixas da indústria

O diretor da Fiesp e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Julio Diaz, disse ter recebido inúmeras queixas de empresas do setor automobilístico, madeireiro e têxtil sobre a ampliação do peso da conta de luz na produção. “O problema é que, se nada for feito, o ritmo de alta continuará nos próximos anos e afetará a competitividade da indústria nacional”, afirmou em entrevista à Agência Estado.

De acordo com César Colnago, a matriz energética no Brasil é constituída de 46,4% de recursos renováveis, o que a torna uma das mais ecologicamente corretas do mundo. “O petróleo e derivados respondem por 36,7% de nossa matriz energética, seguidos dos biocombustíveis como carvão vegetal, álcool, madeira, biodiesel, com 31,6%; hidrelétrica, com 14,8%; gás natural, com 9,3%; carvão mineral, com 6,2%; e urânio, com 1,4%”, detalhou.


Fonte: Diário Tucano


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