No final de setembro, a Juventude Social Democrata enviou um convite ao jornalista Julian Assange, fundador do site
Wikileaks, para que ele participasse da primeira edição do Congresso da Juventude Social Democrata, que acontecerá em dezembro, em Caldas Novas (GO).Na ocasião, Assange aceitou o convite e acertou os detalhes de sua aparição no evento – que ocorreria por meio de uma videoconferência, devido à sua indisponibilidade para viagens internacionais.
Porém, na segunda-feira, dia 3, dias após a confirmação de presença, um integrante da equipe de Assange informou que o jornalista não mais participaria do evento. A mensagem, assinada por Eric Myers, afirmou que Assange "foi forçado" a recusar o convite.
Nessa quarta-feira, dia 5, o PSDB voltou a contatar a equipe de Assange para verificar se o jornalista teria disponibilidade para se apresentar em outras datas e recebeu resposta, também de autoria de Eric Myers, que a recusa de Assange se deu devido a questões políticas.
Segundo Wesley Goggi, secretário nacional de Juventude do PSDB, a desistência de Assange frustra algumas expectativas para os debates do congresso.
"Não concordamos integralmente com todas as posturas de Julian Assange, mas acreditamos que ele é uma das personalidades mais importantes do século XXI. E tê-lo em nosso evento seria a garantia de podermos discutir a questão da regulamentação da mídia em alto nível", destaca.
Goggi relembra que há no Brasil um debate acerca de controles da produção jornalística por parte de instâncias governamentais – o PT, partido da presidente Dilma Rousseff, aprovou recentemente, uma resolução que coloca a regulamentação dos canais midiáticos como uma de suas bandeiras prioritárias – e diz que a participação do jornalista seria de importância fundamental.