A existência de um gabinete paralelo comandado por José Dirceu, conforme revelou a revista “Veja”, agrava a crise no governo, que já sofre desgaste devido a uma enxurrada de escândalos que provocaram a saída de quatro ministros e envolvem outros cinco – do Turismo, Cidades, Comunicações, Casa Civil e Relações Institucionais, avalia Duarte Nogueira (SP).
“É no mínimo estranho o fato de José Dirceu receber representantes do primeiro escalão do governo Dilma em um quarto de hotel. O que discutem lá? Será que a presidente tinha conhecimento disto? Quem financia essa estrutura e com que interesse?”, questiona.
A reportagem mostra que o ex-ministro, réu no processo do mensalão, mantém um concorrido “gabinete” a três quilômetros do Palácio do Planalto, instalado numa suíte de hotel.
De acordo com Nogueira, a crise paralisa o governo, prejudica o país e a própria democracia. “Desde maio, quando surgiram as denúncias contra o ministro Antonio Palocci, o primeiro a deixar o cargo, todas as energias do governo são usadas para estancar as crises. E o que foi feito para o país nestes oito meses? Praticamente nada”, condenou.
Na opinião do tucano, a atual gestão não consegue se desvencilhar do mensalão, originado na era Lula. “Parte das denúncias que estão aparecendo remete a práticas similares ao mensalão. E agora, José Dirceu, réu no processo, é apontado como o articulador de um gabinete paralelo. Se a presidente Dilma estiver realmente empenhada em romper com esta prática, precisará fazer uma faxina profunda, ” completou.
30/08/2011 às 22:27:39
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