O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), afirmou que o PSDB só vai se debruçar em torno das eleições presidenciais de 2014 terminado o processo eleitoral do ano que vem e, embora reconheça a força do senador Aécio Neves (PSDB-MG), elencou mais nomes para a sucessão de Dilma Rousseff.
“A gente tomou uma decisão no PSDB que é basicamente a seguinte: eleição para presidente a gente cuida depois que termina o meu mandato, exatamente depois das eleições municipais. Trabalhar com isso agora é uma hipótese que, primeiro não faz sentido do ponto de vista do povo. Por que agora discutir uma eleição de presidente se daqui a menos de um ano teremos que definir quais serão os prefeitos e vereadores, que precisam aparecer, que precisam falar, que precisam ser julgados, avaliados.”
Na entrevista, concedida à rádio Estadão ESPN, Guerra lembrou inclusive do nome do ex-governador de São Paulo, José Serra, como um dos que pode ser apresentado ao eleitorado em 2014.
“No PSDB seguramente há mais de um nome para disputar. O ex-governador José Serra é um. Beto Richa também. O governador de Goiás [Marconi Perillo], idem. Nós temos vários nomes que podem ser colocados”, afirmou para, a seguir, reconhecer o potencial eleitoral do mineiro Aécio Neves. “Seguramente é um grande nome, que reúne muita gente no partido. Mas nós achamos, ele acha, não é hora de discutir isso”, afirmou.
Desafio
Sobre o desafio de Aécio feito ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou a Dilma Rousseff, no qual se dizia preparado para enfrentar qualquer uma das duas mais importantes lideranças petistas, Guerra preferiu não manifestar preferências, mas fez coro ao mineiro assinalando que o PSDB está pronto para a tarefa. Ele completou ainda que, se Lula for o infante do lado petista, seu discurso, que já é antigo, estará ainda mais defasado.
“A gente tem que dar essa vacina porque as pessoas ficam criando ambiente que se o Lula for candidato todo mundo vai correr. Ninguém vai correr. Daqui a três ou quatro anos o Lula vai estar três anos mais velho, com a conversa três ou quatro anos mais antiga. Além do mais, o Lula que já não está todo dia na televisão agora como estava como presidente da República, ele é um grande comunicador, vai diminuindo progressivamente. Além disso, a Dilma não vai deixar de querer deixar ser candidata. Se tiver que ser o Lula que seja. Nós já disputamos com ele. O Lula, de uma certa forma, já é o passado”, disparou Guerra.
O senador argumentou também que seu partido vem, desde 2002, acumulando simpatia maior do eleitorado, o que assegura competitividade à sigla.
“As nossas votações à presidência da República são progressivas e crescentes. Tivemos votos com Serra lá atrás, aumentamos com o Geraldo [Alckmin] e aumentamos mais ainda com o Serra agora”. O presidente nacional do PSDB reforçou que ainda é muito cedo para prever se o PT lançará mão de lançar a presidente Dilma Rousseff à reeleição ou tentará um novo mandato para o ex-presidente Lula. “É muito cedo para falar. Depende de como a Dilma se desenvolva nesses três anos, [de como esteja] o ambiente macroeconômico, como é que vai estar a situação das pessoas, se o governo dela vai ou não afundar na corrupção, se ela vai enfrentar a corrupção de verdade.”