Século Diário: – Deputado, o PSDB tem sido e está parecendo a noiva do momento para as eleições do próximo ano, porque o PSB está fragilizado para a reeleição do governador Renato Casagrande e eles não têm para onde aportar, e parece que querem aportar para o lado do PSDB. Como os tucanos veem isso?
César Colnago: – Acho que o governo em seus primeiros meses está em uma fase de conhecer a estrutura, a política, mudando parte da equipe, e outra parte permaneceu, e entendo que há um processo – e isso quem me falou foi Perly (Perly Cipriano, do PT), quando eu cheguei na Câmara – que há um processo de aprendizado de um administrador público. O Casagrande vem de uma trajetória, embora tenha sido vice-governador, de uma trajetória parlamentar, então há um tempo de adaptação. O governo dele pegou um governo anterior com uma velocidade e ele teve que dar um freio de arrumação no sentido de começar um novo governo, mesmo que seja um governo de muitos aspectos, de continuidade. Mas é preciso conhecer a máquina e nesse aspecto é preciso ver um tempo para ver as coisas funcionando.
– E a conversa com o PSDB?
– A conversa com o PSB... tivemos umas duas conversas, foi uma conversa muito madura. Eu falei com o governador Casagrande que ele tem 16 partidos no arco de alianças e é preciso cuidar dessa base. Nós temos uma posição de independência, mas quero dizer que a gente torce pelo Espírito Santo. O que for necessário, de Brasília, para a gente tirar o Espírito Santo da exclusão, da discussão daqueles nós, principalmente de infraestrutura: aeroporto, porto, estradas... no que for necessário, não tenho nenhuma dificuldade em conversar com o governo Dilma. Sou de oposição, mas o parlamento é uma coisa interessante. Acabei de relatar um projeto na área de dependência química a favor do governo e parte da base, do PMDB, querendo derrotar o projeto dele. Foi dito lá, voto em separado do parecer do deputado Cesar Colnago, no qual o Ministério me chamou para conversar e eu aceitei. Acho que essa dinâmica de o que é bom para o brasileiro, para a sociedade, não vou ficar contra. Vou fazer a crítica do que estiver no caminho errado. Tem coisas que o governo apresentou no Congresso que eu votei favorável porque é boa, é necessária. Algumas coisas nós criticamos, tentamos mudar, conseguimos mudar, outras, não. Por exemplo, essa questão da Copa do Mundo, acho que o governo está cometendo um equívoco, inclusive, de questões constitucionais. Está estabelecendo normas específicas para alguns municípios para fazer obra para um setor específico. Em suma, tenho sido um aliado do Casagrande na luta e para trazer coisas aqui para o Espírito Santo.
– E na questão eleitoral, há conversas também, não há?
– A questão eleitoral, é preciso se dizer que no período pré-campanha estivemos muito juntos. Muito do que nós traçamos de estratégia no processo eleitoral foi discutido entre PSDB e PSB. Em função da mudança do palácio Anchieta, que adotou o Casagrande como candidato, nós aí disputamos contra ele, legitimamente. Mas no processo municipal o PSB esteve com a gente. Tem prefeitura que o PSB está na prefeitura e nós somos base aliada dele, no interior, e vice-versa. O que estamos conversando? Acho que o Casagrande quer essa conversa com o PSDB e me disse, até porque o PSDB tem quadros importantes, mas o que estamos conversando é mais essa questão de política mesmo, de a gente estabelecer que o Espírito Santo na questão de transferência de recursos federais se resolva. Não há nenhum acordo fechado no sentido político de governo, de participação no governo. E, mesmo no processo eleitoral municipal, nós conversamos com ele e depois com o PSB como um todo, assim como conversamos com outras forças políticas. Porque quem tem identidade quer conversar com a gente.
– Sim, mas para ter alguma coisa em 2014, passa por conquistas em 2012...
– Com certeza.
– O PSB, por exemplo, não tem quadros para disputar em Vitória. Pode ser um aliado do PSDB. Porque os tucanos não têm como aliar com o PT e o Casagrande não tem estrutura política, o partido dele é pequeno, virou governador por uma circunstancia conjuntural. O PSDB vai ser o adversário do PT, porque esse negócio de Paulo Hartung entrar ou não entrar não é uma conversa para agora, mas no fundo o que vai acontecer em Vitória vai ser, novamente, PT versus PSDB...
– Eu não tenho dúvidas disso. O PSDB vai ter candidato, isso é um desejo da Nacional e da Estadual. Temos história na Capital, assim como o PT tem história. Nós ficamos 12 anos à frente da prefeitura e o PT está há oito.
– Se botar Vítor, dá 12...
– Dá 12 também. Fica 12 e 12. Nosso adversário no projeto de Brasília é o PT e isso vai se refletir principalmente nas capitais. O PT é o nosso adversário, é o projeto que temos discordâncias, que temos diferenças. E em Vitória, em especial. Acho que a gestão do Coser deixa muito a desejar. Nós somos oposição e acho que ele não faz uma boa gestão da cidade. Uma cidade que perdeu qualidade, inclusive, da própria história do PT na cidade. Bom, isso eu não tenho nenhuma dúvida. Então, a definição desse processo é de que nós vamos ter candidato. Quem serão os nossos aliados, isso vai se dar no processo, até 30 de junho do ano que vem. O PSB está conversando bem com a gente? Está conversando. O PTB, o PP, essas forças todas estamos conversando... o PSD que está surgindo aí. Esse redesenho de 2014, eu quero discordar um pouco, acho que está longe para saber qual vai ser o corte que será dado pelo PSB em função de suas ações e do seu resultado de política. Pode ser que o corte seja nesse sentido, com o PSDB, pode ser com o PDT, de Vidigal, se realinhem essas forças, não sei. Historicamente o PSB sempre esteve muito próximo do PT, mas não significa que não estivesse próximo da gente também em determinadas circunstâncias, como foi na prefeitura de Vitória e em alguns municípios. Então é uma coisa ainda não definida. Não muito clara do que vai acontecer. Por isso, acho que o diálogo com os partidos que têm identidade e condições de caminhar com a gente, vamos abrir e ampliar essa conversa.
– Então, em Vitória, o PSDB vai apostar na candidatura?
– Isso tem sido feito não em só em Vitória. Em Linhares, eu conversei com o José Carlos Elias (PTB), conversei com o Guerino Zanon (PMDB) e da última vez que fui lá, o partido se reestruturou e tem pré-candidato dentro do partido, um grupo que não quer aliança com os atuais prefeito e ex-prefeito, querem uma nova vertente, inclusive com pessoas expressivas na sociedade: igrejas, da área agrícola, industrial e, principalmente, comercial. Nós vamos estimular candidaturas. Na semana passada, conversei com nosso vereador em Cachoeiro que aparece nas pesquisas, falei para colocar a candidatura. Ah, é Casteglione, é Ferraço, não sei. Mas falei para colocar a candidatura, porque é novo na política, quem sabe a coisa emplaca. Ninguém sabia quem era Casteglione lá atrás, e ele se tornou prefeito. Estamos em uma fase de reestruturação e fortalecimento do partido. Alguns falam em refundação, mas concretamente hoje o PSDB tem oito governadores. Dois do DEM, que são aliados, são 10... e do PMDB que fez campanha com a gente em Santa Catarina, 11. Mas há em torno de seis estados em que saímos mais fragilizados. No Espírito Santo, o PSDB cumpriu o seu papel, fez um bom combate, mas nós saímos menores. Perdemos à Assembleia, ficamos apenas com um deputado federal, perdemos a eleição de Senado e perdemos a eleição de governador. Ganhamos para presidente da República, e acho que foi fundamental a vitória do Serra aqui. Alguns estados, Amazonas, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, estamos empatados. Aqui estamos em fase de reconstrução. Por isso, muitos diretórios não tivemos renovação. Estamos buscando novas filiações e novos contados. Isso é um processo que demora um certo tempo. Falei isso com as lideranças, com o Sérgio Guerra, o próprio Aécio Neves, que no Espírito Santo estamos em uma fase de reconquista, por isso vamos estimular as candidaturas.
– Quando o senhor fala em repensar novas bandeiras... o que o senhor quer dizer com isso?
– São duas: primeiro é resgatar algumas bandeiras. Por exemplo, nós fomos muito atacados na questão das privatizações e não soubemos fazer uma boa defesa desse posicionamento. A Dilma acabou de aprovar a Medida Provisória dessa questão da aviação, com as concessões, que é uma parceria com o setor privado. Acho que temos que resgatar algumas bandeiras, como a estabilização econômica, a Lei de Responsabilidade Fiscal, a qualidade da gestão, coisas que deixamos para lá, não demos muita atenção e que o próprio Lula, na sua visão estratégica, que é um grande estrategista e comunicador, se aproveitou e muito daquilo que nós criamos e inteligentemente não mudou algumas coisas, como a política macroeconômica, as diferenças do câmbio flutuante, de superávit primário, essas coisas todas. E tem coisas novas na sociedade que temos que entender. O que está acontecendo de novo na área da juventude, das mais diversas coisas da modernidade que a gente tem que entender e trazer isso para nós...
– Se posicionar...
– Por exemplo, eu acho que temos que trabalhar melhor a questão racial. Você não via programas de televisão há 20 anos com negros e o Fernando Henrique fez tese sobre isso. É uma bandeira que a gente tem que assumir mais. A bandeira da diversidade cultural, da diversidade racial. A questão da juventude, do movimento do homossexualismo, da homofobia, essas coisas têm que estar na nossa pauta. São coisas de uma sociedade que muda e você não pode ficar naquela de 20 anos atrás. Então, a questão é resgatar algumas bandeiras importantes e buscar novas bandeiras que você possa estar em contato com a sociedade no seu debate no dia a dia. Outro dia eu falava no partido, sobre como que nos Estados Unidos, quando os democratas perdem duas ou três vezes, eles vão em bandeiras do outro e puxam. E o contrário também. E o Lula entendeu bem dessa mensagem. Enquanto ele tinha uma determinada bandeira, mas adaptou à realidade brasileira, senão não teria chance.
– Mas na campanha vocês esconderam o Fernando Henrique...
– Mas é isso que eu estou falando. Isso foi um equívoco. Se o bolsa família é hoje algo que efetivamente transfere renda para a população mais pobre, ele surgiu lá atrás, com o Fernando Henrique, no bolsa escola, no vale gás. E o Lula veio depois e arquitetou, e o Lula era crítico. Ao esconder Fernando Henrique, nós escondemos também parte da história e das bandeiras que temos que resgatar. E aí eu tenho que tirar o chapéu, eu sou oposição, mas tenho que reconhecer, que a Dilma quando faz uma referência a Fernando Henrique que resgata a história. Porque nós estávamos esperando os historiadores, porque a posição do Lula era a de que parecia que o Brasil começava em 2003. Todo um processo de luta, não só do PSDB, não, de vários partidos, principalmente do pós-guerra para cá, no processo de democratização, você tem muita gente, o povo construindo essa nação. É lógico que o PT tem uma parcela também importante de participação na luta política e na construção do Brasil, mas eu não posso negar ou esconder, aliás, muito do que o PT consegue hoje surfar, vem muito da estabilização econômica, do Plano Real, da moeda que nós criamos, de políticas da rede de proteção social, criadas no governo Fernando Henrique e que ele soube potencializar, não destruir e é um grande comunicador, até pela sua origem.
– Agora, no Espírito Santo. vocês vão jogar tudo em Vitória. Vocês têm duas figuras atraentes de votos, que é o senhor e o ex-prefeito Luiz Paulo. Vocês estão juntos?
– Estamos juntos. Estive com ele hoje (quinta-feira), passou rapidamente na homenagem aos 80 anos do Fernando Henrique e vamos caminhar juntos. Vamos estabelecer um parâmetro para ver quem estará em melhores condições, de avaliar com a sociedade. Temos esse ano todo para conversar e conversar com a sociedade, avaliando qual é o melhor candidato. Mas com certeza é desejo do partido, é desejo dos tucanos, estamos com uma juventude imensa em Vitória, de que a gente coloque candidatura e formalize uma disputa com os partidos que se viabilizarem. É um desejo nosso.
– Se a definição for pelo nome do deputado, existe a possibilidade de o partido lançar Luiz Paulo em outro município? Vocês pensam nisso?
– Se o Luiz Paulo pensa, nunca me disse. Lá atrás, brincávamos que ele poderia por conta da vinculação histórica que ele tem com Vila Velha, tanto que como deputado federal, ele teve uma votação expressiva em Vila Velha. Só perdeu no município de Vitória. Mas não chegamos a discutir isso porque estamos cogitando de uma forma muito séria a possibilidade de ele ser candidato em Vitória ou eu ser candidato em Vitória. Se eu não for, um depende do outro.
– E a Rita Camata, entra aonde?
– A Rita, em uma conversa que tive com ela há mais de dois meses, ela me pediu um tempo, ela está muito envolvida com a família. Se ela decidir o que ela me disse que faria, de que está vindo para Vitória, a partir de agosto, para morar aqui, é um quadro que temos que considerar. Temos que ver em que espaço ela se encaixaria. Ela é um nome que tem muito respeito por parte do PSDB e com certeza, da sociedade.
– O PSDB durante muito tempo fez parte do grupo do ex-governador Paulo Hartung e permanece por algumas razões. Na eleição do ano passado, Luiz Paulo cobrava o bônus pela participação no grupo do ex-governador. Como o partido vê a possibilidade de o PMDB colocar um candidato na disputa em Vitória? Porque mesmo que não seja o Paulo será o Lelo Coimbra.
– Primeiro, vamos trabalhar com os problemas no tempo certo. Não vamos trabalhar com especulação.Vamos trabalhar com coisas claras. Tanto que eu falo que o PSDB tem o desejo, a vontade, a determinação de ter candidatura. Essa é a vontade nacional e a vontade nossa. Segundo, os partidos têm os seus candidatos, evidentemente, aqueles que conseguem polarizar, um número de vereadores, uma estrutura mínima, é salutar que tenham candidatos, independentemente de quem seja. Terceiro, aquele originário pensamento, do deputado estadual, deputado federal, senador e depois governador Paulo Hartung... ele cresceu muito, natural que florescesse que tivessem aí muitas lideranças que foram crescendo nos seus espaços, Luiz Paulo foi federal, eu sou federal, Lelo é federal. E temos todos a mesma origem, todos, inclusive, militantes do partidão e com esse crescimento é natural que as pessoas hoje em partidos diferentes vão representar o pensamento desses partidos, qual vai ser efetivamente o cenário, o tempo vai dizer, mas o nosso partido vai tomar a decisão de ter candidato ou não, internamente, dentro do nosso âmbito de discussão. Não será uma decisão arrogante, não vamos ser candidatos de qualquer jeito. Evidentemente queremos apoios de outros partidos na montagem de chapa de vereador e ao mesmo tempo de televisão e rádio, mas vamos fazer isso conversando, como estamos conversando com algumas forças. Estamos marcando conversas para que a gente possa avançar nesse leque. Até porque não é a eleição só de Vitória. Porque quando se pensa em Vitória, mas como vão se dar as forças em Cariacica? Em Vila Velha, como será? Em Linhares? Colatina? Como vai ser esse conjunto? Vamos estar junto ou fora com o PSB em Colatina? Junto ou fora em Linhares? Essa montagem do mosaico também é determinante de como vai acontecer. Porque dessa forma os partidos se movimentam em busca de espaços onde vão disputar. De repente se aqui eu tenho o apoio desse ou daquele partido, em outra cidade eu posso estar compondo com outros onde há uma liderança mais forte. Então, respondendo à sua pergunta, o PSDB vai ter candidato, a decisão passa pela Nacional e pela Estadual, pelo desejo nosso de ter candidatura aqui. Mas a realidade, o tempo, as avaliações que vamos fazer desse processo serão determinantes para saber quem será o candidato, se eu, se Luiz Paulo, se a Rita vai vir para cá. As outras candidaturas vamos respeitar e vamos disputar.
– Na Grande Vitória, o PSDB é uma atração, mas no interior a situação é diferente. Mas recentemente vocês tiveram uma perda que foi o DEM, porque o DEM, o Ferração, colocou na mão do Rodney Miranda e do Paulo Hartung e o DEM vai para onde ele está. Este campo está fechado para vocês, que seriam um aliado natural. Outros como o PDT e o PPS apontam que terão candidato. O que vai sobrar para o PSDB é o PSB...
– É o PSB. Você usou uma expressão que eu queria distinguir. O contraditório para o PT na cidade, mostrando o que foi feito na cidade é o PSDB na comparação com o governo do PT. E nós vamos explorar isso aí, porque achamos que a cidade perdeu qualidade, fez uma gestão calamitosa do ponto de vista dos investimentos. Falei isso hoje lá... como você pode admitir uma obra de um ginásio poliesportivo demorar cinco anos e sair de R$ 15 milhões para R$ 41 milhões. A gestão é temerária. Acho que uma prefeitura que é considerada uma das mais ricas, que tem uma sociedade forte do ponto de vista econômico, levar as suas finanças à bancarrota. Se você comparar as finanças em Vitória, do governo do Vítor, do governo do Paulo com o de hoje, é estupidamente superior, e já era um bom orçamento e se comparar com de outros municípios, tem uma arrecadação muito acima da média nacional. O per capta nosso é altíssimo. É uma ilha pequena, com poucos habitantes e que tem uma atividade econômica muito intensa. Então, com certeza, será um contraponto muito forte nosso com o PT. Realmente será um atrativo. Agora, quais são as forças que estarão na nossa órbita é uma coisa a ser construída. Eu não descarto ninguém. Não descarto nem o próprio DEM, porque o DEM tem seus interesses nos outros municípios.
– Tem o PSD...
– Tem o PSD, ontem nos falamos. Eu estou falando com todos.
– Em termos de Estado, onde o PSB tem boas companhias e onde vocês podem ganhar a eleição?
– Eu fiz uma análise há uns 15 dias para a Nacional. Na eleição passada, nós fomos junto com o PSB, o segundo lugar. PMDB fez um rol de prefeituras e depois e PSB e PSD. A nossa meta é pelo menos manter o número de vereadores e prefeitos. Agora, com vontade de crescer no eleitorado. Em Vitória, em Linhares, onde a gente puder colocar candidaturas em espaços, de cidades maiores, vamos colocar para crescer o número de votos e prefeitos. Por isso, esse arranjo vai ficar mais claro no final de setembro, porque estamos filiando pessoas, tem pessoas migrando de partidos com o nascimento do PSD.
– O senhor colocou em seu Twitter que o PSDB terá candidato em Linhares, pode anotar...
- Nós já lançamos. Na verdade, nós tivemos uma reunião na segunda-feira e o sentimento de boa parte do partido é a candidatura própria. Nesta reunião de cerca de 70 pessoas, muita gente se filiando, foram colocadas três pré-candidaturas e a gente vai estar acompanhando Linhares, porque Linhares é um município muito interessante, tem uma vocação para o crescimento, tem problemas de infraestrutura, principalmente na cidade, tem um índice de violência muito grande, como qualquer cidade maior, e o partido quer lançar candidato lá. E vamos disputar a eleição, porque como um partido cresce? É disputando eleição. Se não disputar. não cresce. Não fazer loucura, mas disputar a eleição é muito importante.