Mesmo com maquiagem, o governo Dilma Rousseff não consegue esconder o que todo o país já percebeu, o Programa de Aceleração do Crescimento é uma obra de ficção e de propaganda, não saiu do papel e só serviu de discurso em período eleitoral.
Uma reportagem publicada na Folha de São Paulo fez um levantamento das ações do programa e revelou que as ações orçamentárias do PAC iniciadas em 2011 receberam, até julho, apenas 7,8% do total programado para o ano mesmo sendo as que estão livres do bloqueio de gastos promovido no início do governo.
Na avaliação do deputado federal do PSDB, César Colnago, esse déficit de investimentos é reflexo da "herança maldita" deixada pelo governo Lula. "O PAC simplesmente não anda. No Espírito Santo, o investimento não passou de 3% no primeiro semestre deste ano. Isso mostra um descompromisso, já que o PAC foi a principal proposta da presidente Dilma durante a campanha eleitoral", ressaltou Colnago.
Os dados do PAC 2 divulgados incluem informações referentes ao PAC 1, primeira etapa do programa lançado na gestão do presidente Lula em 2007. Com este artifício, o balanço do PAC 2 conseguiu apresentar "desembolsos, até julho, de R$ 10,3 bilhões, de um investimento programado para o ano de R$ 27,5 bilhões". Tais números explicariam os 37,5% de investimentos apresentados pelo governo.
Contudo, o levantamento da Folha alerta para o fato de que a maioria dos R$ 8,8 bilhões investimentos estaria concentrada em projetos novos e constantes do PAC 2, "dos quais foram pagos menos de R$ 700 milhões" em 2011. E esta seria a explicação para os dados inflacionados apresentados no balanço dos seis primeiros meses de PAC conduzido na gestão Dilma Rousseff.
"Enquanto os gastos só aumentam, os investimentos diminuem. Não há dinheiro para investir e, com os recursos existentes, o governo está pagando dívidas. É um descontrole total de contas", avalia César Colnago.