Durante seu discurso na Câmara Federal, na semana passada, o deputado César Colnago falou sobre a nova política industrial do governo federal, chamado de “Brasil Maior”, lançado no último dia 2.
“O Plano nasce com gosto de velhas práticas, as quais correm o risco de não nos levar a lugar algum. Na contramão do momento pelo qual passa a indústria nacional, mais uma vez, a Presidente passa longe de cumprir uma de suas mais vistosas promessas de
campanha: a desoneração ampla, geral e irrestrita da folha de pagamentos. Apenas quatro setores, e em caráter temporário, serão contemplados com a redução da alíquota de contribuição à Previdência; os demais continuarão a ver navios”, destaca o parlamentar.
Colnago chamou a atenção, ainda, para o fato de que o governo irá zerar a contribuição previdenciária patronal apenas das
empresas de confecções, calçados, móveis e software.
“Em compensação, criará nova cobrança sobre o faturamento, de 1,5% nos três primeiros casos e 2,5% no último. O Tesouro ficará encarregado de colocar 1,6 bilhão de reais na Previdência
para cobrir possíveis perdas”, afirma.
O deputado também destacou que, embora bem intencionadas, algumas medidas poderão gerar graves problemas, como a corrupção e menos competitividade.
“Destaco que é o caso da preferência a produtos nacionais, que poderão ser comprados pelo Poder Público por preços até 25% mais caros do que os concorrentes importados. Os riscos são dois: corrupção e redução do número de competidores, com maiores chances de sobrepreço. A ficha corrida, os desacertos e
as corrupções a que estamos assistindo nos leva a desconfiar deste tipo de negociação”, avalia.